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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Eu existo. [Citação 018]

"Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como a um objeto a ser olhado. A isto se chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecoas da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo." [Clarice Lispector na crônica "A SURPRESA")
Nunca fui muito amiga dos espelhos, os que tenho em casa ou ganhei ou veio com um móvel ou com a própria casa quando aluguei, mas nos últimos três anos muitas vezes me peguei nessa experiência de vê minha imagem refletida, pensar "então essa sou eu" e fotografar porque em nosso tempo o registo de imagens é quase involuntário. Até hoje pela manhã não sabia nomear a motivação desses registros... agora sei, não é narcisismo, é alegria de ser, é a sensação descrita pela Sylvia Plath em "A redoma de vidro" quando disse: "Respirei fundo e ouvi a batida presunçosa do meu coração. Eu existo eu existo eu existo." (Sylvia Plath).

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

"A redoma de vidro" de Sylvia Plath


Em retrospecto, não faço ideia de como topei com "A redoma de vidro" da Sylvia Plath. Esse foi o tipo de livro com o qual me vi apegada, sem mais nem menos, presa em no congestionamento. De repente lia a Sylvia Plath sem ter ideia da tema de sua história, sem muitas expectativas e sem google ou skoob para ajudar com o sagrado spoiler.

Por sorte, de muitas formas, Sylvia Plath dispensa apresentações. Basta ler o primeiro paragrafo de seu romance para entender a força narrativa dela. Já na entrada ela te da um soco preciso no estomago e de uma vez só você descobre uma escrita limpa, uma autora confiante na capacidade de compreensão do leitor (um risco no qual atualmente poucos autores ousam correr), um conjunto de metáforas precisas e um cuidado exacerbado em não ter pressa de avançar na caminhada ou chegar a reta final.