quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mais uma esperiência fotografica: paisagens urbanas...

É sério isso! Estou ficando com mania de fotografar! E tenho a impressão que não sou boa nisso, mas tenho consciência de que a fotografia é uma produção carregada de intencionalidade, ela é um discurso sobre algo. Fala, não mais que mil palavras, como reza a lenda, mas fala algo que que o autor quer que fale e algo que ele também não quer.


  Casa Amarela, Recife-PE_2010/06

Ah, claro, como todo discurso quem o ler, ler a partir de seus referenciais, o que pode causar um problema entre o que o autor quer falar e o que o ouvinte escuta, o que talvez não venha ao caso. Ah [2], sei que toda legenda direciona o olhar, então vou legendar minha foto e falar um pouco da minha história com ela. 

Esse mês tem sido especialmente trabalhoso para mim, estou tendo que cruzar a cidade para realizar um trabalho, e quando falo cruzar não estou brincando e os dois ônibus fazem uma volta terrível que alonga ainda mais o percurso.

Resultado: tenho que madrugar todas as manhãs para ser pontual, o que não é nada de outro mundo uma vez que bilhões de pessoas fazem isso todas as manhãs indo em direção a jornadas de trabalho infinitamente mais duras que a minha, mas me rendeu uma visão interessante sobre a cidade em que vivo e seus corredores de prédios.

Nessas minhas idas e vindas tenho observado em uma das paradas de ônibus o quanto os prédios vem avançando por toda parte, em nossa volta se ergue uma verdadeira selva de pedra, a sensação é claustrofóbica!

Como eu me sinto pequena e insignificante diante desses monstros de concreto armado! Parecem avançar sobre todos nós, verdadeiras pedras evoluídas, crescendo e crescendo... ocupando cada pequeno espaço disponível.

Não quero dizer que isso é ruim ou que isso é bom, só quero dizer que isso existe, que eu me sinto sufocada entre esses montes de concreto armado é como se eles avançassem sobre mim e, sim, a imagem é um registro de um bairro do Recife, o bairro de Casa Amarela, uma foto de uma paisagem que não se encontra em guias turísticos, ela testemunha como Casa Amarela é hoje e como se movimenta as seis e meia da manhã de um dia de semana e como vem se transformando ao longo desse inicio do século XXI.




Um comentário:

  1. Oi Pandora, tudo bem?

    Legal que vc gostou da série Como viver em outro país.

    As dificuldades sao bem parecidas com s pessoas que queiram viver em qqr país e muitas das vezes nós mesmos em nosso próprio país.

    Conheco Casa Amarela, conheco Recife de visita. Minha mae é paraibana, por isso conheco o nordeste. Uma regiao linda, cheia de cores e cheia de vida.

    Um beijao e apareca

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