terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um casamento e dois chás de fralda - Uma das madrinhas da noiva!

Eu tenho uma teoria, alimentada por excesso de filmes e livros americanos, de que uma pessoa sabe que anda estabilizada e confortável em uma vida de solteira grau 10.000 quando começa a ser demasiadamente convidada para chás de fralda e casamentos.

Pois é, depois de em menos de dois meses ser comparecido para um casamento e dois chás de fralda eu começo a me convencer que sou uma pessoa orgulhosamente estabilizada em uma vida de solteira e para chegar a perfeição só falta sair de casa e ir morar sozinha.


A parte essa reflexão de inicio de post, eu sou apaixonada por minhas amigas e por meus sobrinhos e sobrinhas então não poderia deixar de registrar aqui esses capítulos de meus vinte e poucos anos. Como eles fazem menção a uma considerável gama de acontecimentos, decidi  contar a história do casamento de Claudineia e Iran do qual eu fui madrinha.

E a proposito, antes que eu fale sobre o casamento de Clau, é bom dizer que essa não vai ser a primeira vez que ela aparece aqui. Clau é a minha amiga ninfa sobre a qual falei em maio do ano passado e também é a amiga que me proibiu de contar de como "Fui a Garanhuns, não fiz nada do que queria fazer, mas ganhei uma coca-cola grátis".

Acompanhei alguns capitulo do namoro e do noivado de Clau, então quando ela decidiu casar achou justo me convidar para ser uma das madrinhas.

Como não sou uma pessoa habituada a me arrumar para ocasiões formais, o casamento de Clau representou uma verdadeira operação de guerra para mim começando pela coisa mais obvia do mundo, alugar o vestido, passando por fazer uma viagem de 4 horas para Garanhuns, até chegar ao dia da festa no qual eu tive que acordar as sete da manhã porque era o único horário disponível na manicure.

O problema é que ninguém me avisou que quando uma das madrinhas da noiva se hospeda na casa na qual a noiva mora ela tem que trabalhar duro e o resultado foi que, enquanto a noiva corria para resolver os detalhes de última hora do casamento, a madrinha aqui teve que receber metade da família do noivo, ir no mercado, colocar o almoço no fogo para uma pequena tropa e lavar pratos estragando as pobres unhas que a fizeram acordar as sete hora da manhã. Se não tivesse sido cômico, divertido e gratificante teria sido trágico.

Na verdade ter ajudado a Clau fez do dia do meu dia de madrinha algo pra lá de inesquecível e fiquei até bonitinha de madrinha. Valeu muito o esforço para está na festa e conhecer a família de Clau inteira, incluindo a sobrinha dela, coisa mais fofa do mundo. Geralmente não me dou muito bem com meninas, mas há exceções.


O casamento da minha amiga ninfa foi perfeito, o vestido dela foi digno de uma ninfa. Feito pela mãos da mãe dela, fez com que aos meus olhos ela parecesse ter saído de um conto de fadas e na hora da valsa eu me sentia olhando o baile da Cinderela do lado de dentro do desenho. Minha amiga estava tão linda que só de lembrar me emociono.


A minha foto não ficou das melhores, mas o sentimento para o qual ela me leva é o melhor do mundo, foi tirada um pouco antes do momento no qual os padrinhos e madrinhas se juntaram a ela na valsa... Nunca tinha dançado nada na vida antes, meu companheiro de valsa foi um par maravilhosamente tolerante, eu só fazia ri e estava embriagada de emoção.

Eu e meu companheiro entrando na Igreja, ficou muito elegante essa imagem!
E como se não fosse suficiente, na hora de jogar o buquê eu quase peguei o danado! Pois é, para minha surpresa o danado veio em minha direção, eu olhava e não acreditava, parecia um delírio sonho...



Aliás, delírio sonho foi o que eu vivi nos 15 milésimos de segundo nos quais o buquê voou para mim e meus dedos chegaram a tocar nas flores. Juro que esses breves milésimos de segundos foram tempo suficiente para que eu me vice toda vestida de noiva correndo em uma praia deserta na direção de um cara empalitosado muito parecido com o Terry Crews (se é que não era o próprio), mas...


Quando eu estava prestes a chegar nele... Catabum... Raquel pegou o buquê e detonou com meu delírio sonho! Se eu não gostasse muito da Raquel, e ela não formasse um par muito fofo com o Rodrigo, eu teria ficado um pouco mais que emocionalmente abalada pela destruição precoce do meu delírio sonho de contento com o lindo Tery Crews! Para ninguém dizer que estou mentindo, deixo a imagem do momento do abraço entre Raquel e Clau, demonstrou bem a alegria dela, acho que foi maior do que o meu desalento...


Ah, o post vai acabando por aqui, mas se vocês pensam que a festa de casamento acabou ai estão enganados... No outro dia ainda houve espaço para mais festa no sítio no qual minha amiga cresceu com direito a um novo bolo, muito mais comilança e chororó dobrado porque se não tivesse muitas lágrimas não poderia ser uma história na qual a Clau é a protagonista e eu sou parte do elenco.


Enfim, o casamento de minha amiga ninfa foi uma das experiências mais significativas desse início de 2013, dessa faze da minha vida, depois dos 25 antes dos 30, e talvez do conjunto dos meus dias. Desejo a ela toda a sorte, felicidade, amor e o mesmo tipo de presença de espirito que fez ela escolher como detalhe do look de casamento um sapato rosa de salto impossível.

9 comentários:

  1. Ah, Jaci, parece mesmo ter sido ótimo! Imagino eu no teu lugar. Não sei se aceitaria o encargo de madrinha só pela questão de vestido e ter de parecer uma guria meiga e feliz. hahaha Pera, na real, eu nem sei se iria em um casamento como mera convidada por causa disso.
    Olha, não sei se me emocionaria com o buquê, mas se o fizesse, na certa eu deliraria com o Bruce Willis. (Tu nem sabia, né?)

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  2. Hahaha! que divertida a tua história! Mas quando vi a foto do "Julius" no teu post, fiquei imaginando ele falando para você: "Porque você não pegou? Este buquê me custou 50 pratas!" kkkkkk

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  3. Realmente, acordar às sete é uma catástrofe!

    Mas é muito bom acompanhar o crescimento dos amigos, de minha parte também fico emocionado e orgulhoso, como se uma boa parte de tudo aquilo tivesse um dedo meu, por menor e mais insignificante que seja. Por aqui fui padrinho uma vez só, o resto de meus amigos optaram por fugir, rsrs, me parece que fica bem mais barato.

    Dois abraços.

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  4. Jaci, eu peguei o buque de uma amiga quando tinha 17 só me casei 10 anos depois! Vai por mim, não pegar deve dar mais sorte! kkkkkkkk

    E adorei o seu texto, super divertido de ler!!!

    Bjs

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  5. Amiga, li e reli, vivi e revivi e soube de muita coisa que não vi... Foi lindo ver um pouquinho dessa história contada por vc. Nesse texto (dramático, inclusive), ri, tive vontade de chorar, me emocionei e conclui. Vc além de ser uma super madrinha VC É A AMIGA. Como já se tem escrito " Há amigos mais chegados que Irmãos", e vc sabe o lugar que ocupa no meu coração. Obrigada por está ao meu lado nesse momento lindo. Te amo. Deus te abençoe...

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  6. Adorei o post! Querida tem um selo para você no meu blog, mas não se sinta obrigada.
    bjs
    Jussara

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  7. Nossa que coisa linda..
    Casamento é sempre como um conto de fadas né?
    Eu nunca me casei, mas era meu sonho sabe?
    Entrar na igreja toda linda.. me sentindo a princesa indo ao encontro de seu príncipe encantado..
    Visualizei essa cena milhões de vezes na minha cabeça..
    Nunca aconteceu e agora já não vejo mais como o conto de fadas que antes fora na minha cabeça...
    Mas ainda acho mágico esse momento..

    Seu post ficou lindo... você estava linda..
    Parabéns a sua linda amiga.. e que Deus possa multiplicar esse amor a cada novo amanhecer..
    Beijokas

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  8. Ri muito com estas histórias, mas ainda estou esperando você contar o que aconteceu com a coca cola grátis de Garanhuns.

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Esse blog não representa um exercício de escrita, ele é um exercício de memória, de lembranças e esquecimentos. Funciona como uma caixa onde guardo coisas, sinta-se livre para comentar, mas saiba: comentários sem relação com o post serão excluídos por respeito a quem comenta de verdade.